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9º Ano – A diversidade cultural e religiosa

A diversidade cultural é patrimônio comum da humanidade. A cultura adquire formas diversas por meio do tempo e do espaço, que, por sua vez, manifestam-se na originalidade na pluralidade das identidades que caracterizam os grupos e a sociedade que compõem a humanidade.

Sendo fonte de intercâmbio, inovação e criatividade, a diversidade cultural é para o gênero humano tão necessária quanto a diversidade biológica para os organismos vivos.

Esta pluralidade em nossas sociedades garante uma interação harmoniosa quando impulsionada pela vontade do conviver das pessoas, acolhendo a inter-relação com as diferenças de forma dinâmica, formando uma única totalidade social, a humana.

Portanto, as políticas que favorecem a inclusão e a participação de todos são vitais para a construção da paz entre as nações e no interior destas.

O desenvolvimento das comunidades, das sociedades, não se limita apenas ao econômico, à educação físico-matemática, ao domínio da língua portuguesa, mas também ao acesso de seus integrantes a uma vida intelectual produtiva, afetiva, moral e espiritual.

Inclusive, em toda a diversidade dos grupos que ocupam as mesmas regiões ou áreas vizinhas, pois, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (artigo 27) garante que: “Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fluir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios”.

Este direito é um imperativo ético inseparável da dignidade do ser humano. Assim, os direitos com respeito à diversidade cultural marcam a possibilidade de liberdade de expressão nas mais variadas formas, pois divulgam as idéias e as particularidades das comunidades manifestadas no teatro, na pintura, nos textos, rituais e outras formas de expressão da identidade.

Deve-se lembrar, também, que toda criação tem suas origens nas tradições culturais desenvolvidas ao longo da história das comunidades, valorizando o passado e sustentando o futuro das gerações.

É o diálogo entre os grupos que catalisam as relações, gerando novas propostas de convivência mundial. Foi nesta perspectiva que ocorreu a homologação da Declaração Universal da Diversidade Cultural.

O fato de toda pessoa ter a liberdade de pensamento, de consciência (crenças) e de religião inclui a possibilidade de os indivíduos assumirem ou não uma opção de crença (um valor de verdade) de forma coletiva ou individual.

Neste sentido, a discriminação entre os seres humanos é uma ofensa à dignidade humana e deve ser condenada como uma violação aos Direitos Universais da pessoa. Contudo, a intolerância está aí e desafia a convivência das comunidades.

Um desafio que a educação deve se pôr, para efetivar a harmonia dos seres humanos: desenvolvidos o melhor possível e de posse do conhecimento historicamente construído.

 

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9º Ano – Limites éticos e morais

Limite é a linha que determina uma extensão espacial ou que separa duas extensões.

O que é Ética e Moral: No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.

Modéstia no vestir

Precisamos nos vestir bem, mas não podemos ser ocasião de pecado para os outros. Precisamos nos perguntar: “Essa roupa que eu visto leva o outro a me ver como um objeto sexual?”. Não é uma questão de dizer que o homem é sem vergonha, pois se a mulher faz questão de exibir certas partes do seu corpo, provocando-o, é bem provável que isso despertará a sensualidade e os desejos eróticos nele. Roupas curtas, calça colada, blusas decotadas e minissaias provocarão a imaginação do homem e não o ajudarão a viver a pureza e a santidade. Portanto, é questão de consciência, não de regras.

Fofoca:

Fofoca significa bisbilhotice, mexerico. A fofoca consiste no ato de descobrir uma informação sobre alguém e posteriormente contar essa informação a uma ou várias pessoas.

A fofoca é prática de uma pessoa xereta, que tenta descobrir segredos sobre alguém para compartilhar com outras pessoas. Em muitas ocasiões, o segredo partilhado pode nem ser verdade, mas é divulgado de igual forma.

Decálogo:

Conjunto de dez preceitos ou mandamentos

Mandamento = lei, portanto se refere mais a moral do que a ética.

Sabemos que as mais diversas tradições religiosas tem o seu próprio conjunto de regras e mandamentos, porém todos eles estão muito próximos do decálogo.

Honrar Pai e Mãe

– Respeito aos pais

– Obediência

Diálogo

Obs: estende-se aos superiores como por ex. os professores

Na primeira parte da vida nós nos perguntamos qual o sentido daquilo que a gente fez, o que a gente é. Na segunda parte da vida nos temos à sabedoria. Na primeira parte nos devemos nos orientar pelos mais velhos porque eles têm a sabedoria e a experiência.

Não matar

– Aborto

– Eutanásia

– Suicídio

– Homicídio

Não pecar contra a castidade
Integração correta da sexualidade na pessoa

– Namoro

– Se manter puro (corpo e alma)

– Relacionamento superficial dos jovens

Pensamento: Sempre que uma pessoa procura um prazer a curto prazo, vai ter um sofrimento a longo prazo.

Não roubar

– Apropriar-se do que não é seu

– Roubar a paz

O significado entre roubar e furtar é diferente: ROUBAR é pegar para si ou para outrem qualquer objeto móvel sob ameaça, violência ou xingamentos. FURTAR é se apoderar de qualquer objeto alheio sem o uso de palavras agressivas, ataques físicos ou intimidação

Não levantar falso testemunho

– Matar com a língua.

– Mentir

– Desmoralizar

– Ter misericórdia com o próximo

Não desejar a mulher do próximo

– Respeito ao compromisso assumido pelos outros

– Matrimônio

– A importância da família

Não cobiçar as coisas alheias

– Desapego

“O SER tem que estar acima do TER”

8º Ano – Direitos e deveres do cidadão

Cidadão é aquele que se identifica culturalmente como parte de um território, usufrui dos direitos e cumpre os deveres estabelecidos em lei. Ou seja, exercer a cidadania é ter consciência de suas obrigações e lutar para que o que é justo e o correto sejam colocados em prática.

De acordo com a Constituição Federal, o cidadão é amparado por leis e ainda conta com respaldo do Estado em situações envolvendo educação, saúde e trabalho, por exemplo.

Veja os principais direitos do cidadão:

Direitos iguais: mulheres e homens têm direitos iguais conforme a Constituição. Isso se aplica a questões relacionadas à família, como responsabilidades com os filhos, ou também em situações de trabalho.

Liberdade de expressão: todo cidadão possui a liberdade de expressar sua opinião, deixar de fazer ou fazer o que tem vontade. No entanto, desde que esteja dentro dos limites previstos por Lei, e que não cause danos físicos ou morais a terceiros. A liberdade de expressão também se aplica à escolha ou não de religião, assim como à liberdade sexual.

Ser tratado com humanidade: nenhum ser humano pode ser submetido à tortura ou a situações degradantes, tanto física como psicologicamente.

Vale lembrar que, no caso de crianças, adolescentes e idosos, além dos direitos previstos na Constituição Federal, esse coletivo também é amparado por leis específicas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Estatuto do Idoso.

Principais deveres do cidadão:

Ao mesmo tempo em que possui direitos garantidos por lei, o cidadão também é obrigado a cumprir certos deveres. Do contrário, pode enfrentar distintos tipos de punição.

Cumprir as leis: a Constituição Federal também estabelece uma série de leis de conduta ao cidadão, as quais se aplicam a ambientes sociais, de trabalho e familiar, por exemplo. Sempre que essas leis forem desrespeitadas, a pessoa comente uma infração e fica à mercê das punições previstas, como multas e prisões.

Respeitar o direito alheio: assim como a pessoa tem direitos garantidos por lei, também precisa respeitar os direitos sociais e individuais de outras pessoas. Isso se aplica a questões de religião, sexualidade, ideologia política, integridade física e moral, entre outros.

Educação, sustento e saúde dos filhos: os pais são os responsáveis pelo sustento, educação e sustento do filho menor de 18 anos. O descumprimento da obrigação pode gerar, até mesmo, detenção.

Proteger a natureza: toda a ação que colocar em perigo ou causar danos à fauna (floresta) ou à flora (animais) está em desacordo com a Constituição Federal e também com o Código Florestal. As punições preveem o pagamento de multa e prisão.

Votar: o voto é obrigatório no Brasil. O cidadão que descumpre o dever pode ter que pagar multa, ter o título de eleitor suspenso, ser impedido de tirar passaporte e de participar de concursos públicos.

Colaborar com as autoridades: descumprir com os deveres não se trata apenas de desrespeitar o que está previsto por lei. O cidadão que deixa de colaborar com as autoridades pode ser considerado cúmplice de uma irregularidade, como um crime, por exemplo.

Proteger o patrimônio: qualquer ação que danifique o patrimônio alheio, seja ele público ou privado, é um ato considerado ilegal e passível de punição.

8º Ano – O que é Educação Inclusiva?

Educação Inclusiva é uma educação voltada para a cidadania global, plena, livre de preconceitos e que reconhece e valoriza as diferenças.

As diferenças sempre existiram. Na educação inclusiva elas precisam ser reconhecidas e valorizadas, sem preconceito.

A inclusão prevê a inserção escolar de forma radical, completa e sistemática. Todos os alunos, sem exceção, devem frequentar as salas de aula do ensino regular.

Isso mesmo, na educação inclusiva todos os alunos devem fazer parte da escola comum.

O radicalismo da inclusão vem do fato de exigir uma mudança de paradigma educacional.

É o fim da subdivisão Ensino Especial x Ensino Regular. As escolas inclusivas atendem às diferenças sem discriminar, sem trabalhar à parte com alguns alunos, sem estabelecer regras específicas para se planejar, para aprender, para avaliar.

Qual é a diferença entre Educação Especial e Educação Inclusiva?

Conceito de Educação Especial:

Educação especial é uma modalidade de ensino que visa promover o desenvolvimento das potencialidades de pessoas portadoras de necessidades especiais, condutas típicas ou altas habilidades, e que abrange os diferentes níveis e graus do sistema de ensino.

Ou seja, uma modalidade de ensino para pessoas com deficiência ou altas habilidades.

Conceito de Educação Inclusiva:

Na escola inclusiva o processo educativo deve ser entendido como um processo social, onde todas as crianças portadoras de necessidades especiais e de distúrbios de aprendizagem têm o direito à escolarização o mais próximo possível do normal.

Ou seja, uma modalidade de ensino para todos.

Qual o termo correto para deficientes?

Desde 2006 o termo correto é PESSOA COM DEFICIÊNCIA.

Não use pessoa portadora de necessidades especiais, pessoa com necessidades especiais, ou qualquer outro termo.

O termo “pessoas portadoras de necessidades especiais” está em desuso.

No texto aprovado pela Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidades das Pessoas com Deficiência, em 2006, estabeleceu a terminologia mais apropriada: pessoas com deficiência.

Vamos entender o motivo.

Há uma associação negativa com a palavra “deficiente”, pois denota incapacidade ou inadequação à sociedade.

A pessoa não é deficiente, ela tem uma deficiência.

Não usar o termo necessidades especiais.

É importante combatermos expressões que tentem atenuar as diferenças, tais como: “pessoas como capacidades especiais”, “pessoas especiais “e as mais famosas de todas: pessoas com necessidades especiais”. As diferenças têm de ser valorizadas, respeitando-se as necessidades de cada pessoa.

Não usar o termo portador.

A condição de ter deficiência faz parte da pessoa. A pessoa não porta uma deficiência ela “tem uma deficiência”.

A realidade da Educação Inclusiva no Brasil

No Brasil o aluno com deficiência está matriculado na escola regular, mas dependendo da sua necessidade pode precisar frequentar também uma escola especial para ter atendimento educacional especializado.

Por isso, as escolas especiais ainda existem e são mantidas.

7º Ano – A construção dos textos sagrados

Com o passar do tempo, como Tradições Religiosas organizaram seus Textos Sagrados para fundamentar e apresentar de modo significativo um conjunto de possíveis respostas referentes às questões existenciais. Tais textos são conceituais em cada Tradição Religiosa ao evocarem o Transcendente, uma essência da vida e vivência de virtudes como respeito à dignidade do outro, o amor, a solidariedade e responsabilidade social.

Os primeiros registros pré-históricos da comunicação foram criados em cavernas em forma de desenhos. São representações rupestres de animais, caçadores, plantas, rituais e outros relacionados ao cotidiano, dentre eles, uma possibilidade de expressão de suas crenças. Esses registros possibilitam encontrar os costumes dos personagens ao representar a sua relação com uma natureza e como as pessoas entre si. Trata-se, portanto, de uma expressão de comunicação do passado para o presente.

O desenvolvimento da escrita se deu de forma progressiva. Não há informações sobre este documento, por favor, informe-nos para saber o documento de edição e informações importantes sobre diferentes pessoas e culturas.Para como tradições religiosas, como registros escritos, celebrações, experiências, crenças e divulgação histórias e ensinamentos que são transmitidos de maneira oral. Os registros escritos nas tradições religiosas constituem-se fontes de ensinamentos da mensagem religiosa, da doutrina, das normas e preceitos, como também das maneiras de relacionar-se com o Transcendente.

Dentre os registros escritos, os textos chamados sagrados constituem-se como patrimônio das Tradições Religiosas por serem um instrumento material de comunicação e fonte de unidade entre os seguidores, nos quais encontram as orientações para observar a vivência de sua
Crença. Esses registros possibilitam conhecer as diferentes formas de culto ao Transcendente que passaram a se consolidar até os dias atuais.

É desafiador compreender como esse processo se deu, pois hoje nos comunicamos com meios muitomais acessíveis e rápidos, proporcionados pelas descobertas históricas, culturais, científicas e tecnológicas. Lembremo-nos que tudo passou e passa por muitas mãos e de geração em geração. É grandioso da nossa parte utilizar os instrumentos a que temos acesso para transmitir informações corretas, para dizer quem somos, o que pensamos e o que pretendemos fazer para preservar a riqueza cultural e religiosa que a humanidade já produziu e está produzindo.

Na tradição escrita, encontramos registros da relação do ser humano com o Transcendente nas diversas culturas e Tradições Religiosas. São os textos considerados sagrados.

Para os cristãos, a Bíblia é um texto escritosob a inspiração de Deus. É um conjunto de73 livros para os católicos e de 66 para osprotestantes. Foi escrito por diversos autores de diferentes grupos, contextos e tempos, posteriormente reunidos em um único livro, dividido em duas partes. A primeira chama-seAntigo Testamento.

Relata a história do povo hebreu e recorda o período de em média 1 200 anos a.C. Nessa parte, o conteúdo dos livros se refere às alianças que Deus fez com Adão, Noé, Abraão e com Moisés. A Bíblia foi escrita em folhas de papiro, pelos escribas, que utilizavam em seu trabalho tinta feita de carvão e cola e caneta de junco.

A segunda parte chama-se Novo Testamentoe se refere à vida de Jesus: nascimento, morte e ressurreição, seus ensinamentos e seu posicionamento frente aos problemas e necessidades da época. Depois da morte de

Jesus, alguns dos seus discípulos e seguidores passaram a registrar o que havia acontecido. Os registros eram feitos em pergaminhos, todos escritos manualmente. Os primeiros textos foram escritos em hebraico, aramaico e grego, traduzidos no séc. IV por São Jerônimo numa versão em latim, chamada Vulgata, da qual provém as traduções das atuais Bíblias.

Os ensinamentos apresentados no Texto Sagrado dos cristãos se revestem de sabedoria, profundidade e linguagem simples. Um exemplo são as parábolas que Jesus contou aos que se encontravam a sua volta. Utilizava uma linguagem acessível e citava personagens, elementos e objetos da natureza, conhecidos de seus ouvintes.

Para o Hinduísmo, os textos mais antigos são os Vedas que foram escritos num período próximo que vai de 1 700 a 1 100 a. C., em sânscrito, língua originária da Índia. A palavra Veda, significa conhecimento. Fazem parte dos Vedas: Rigveda, Yajurveda, Samaveda e Atharvaveda. Neles encontram-se ensinamentos, cantos ou mantras, hinos, sacrifícios e rituais. Punjabe, região dos cinco rios, é o local onde provavelmente tenha sido escrito o Rigveda, o mais antigo dos Vedas. Não se tem certeza quanto a autoria dos textos védicos pela distância dos tempos atuais.

Para os budistas, a fonte de todos os textos sagrados é Buda. A maioria dos estudiosos concordam que os Três Cestos registram os ensinamentos dele escritos em língua Páli, língua esta que o próprio Buda falava.Mas os escritos budistas não se resumem apenas aos Três Cestos que, por sua vez, são um conjunto de diversas obras individuais cujos autores ( da maioria) não são conhecidos. São registros que, segundo a tradição budista, foram categorizados, isto é, classificados por um dos discípulos escolhidos por Buda. Shariputra, foi o discípulo que mais se ocupou em buscar respostas em relação à realidade, realizou esta atividade ainda quando Buda estava vivo. Historicamente,há probabilidade de os textos sagrados budistas terem sido escritos apenas no século I a. C., no Sri Lanka

Para os Islâmicos, o Alcorão é a revelação da palavra de Allhá transmitida pelo arcanjo Gabriel, na língua árabe, para Maomé. Segundo essa Tradição Religiosa, enquanto Maomé estava vivo, os ensinamentos foram mantidos na memória e recitados aos seus discípulos que os escreviam em pergaminhos, cascas de árvores e pedras. Depois da sua morte, em 632 d.C., foram recompilados por escrito pelo jovem Zaid b’Thabit.

O Alcorão, segundo a tradição islâmica, configuro-se em sua atual forma depois que o caifa Uthman mandou um grupo de muçulmanos fazerem uma nova compilação, seguida por outras. Assim, depois de 14 versões, no século IX obteve-se o texto definitivo.O Alcorão é formado por 114 suras ou capítulos que possuem um número e um título. As suras são compostas por versículos. No Alcorão, geralmente as suras mais longasencontram-se no começo do livro e as mais curtas no seu final. No início de cada sura há invocação, uma frase, que se repete: Em nome de Deus, o Misericordioso, o Compassivo.

O Judaísmo reuniu em três seções o seu Texto Sagrado. A primeira se chama Tora (leis interpretadas por Moisés), ela é um rolo único que contém os cinco primeiros livros da Bíblia habraica: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Segunda se chama Nebiin (escritos dos profetas) e a terceira de Ketubim (escritos inspirados).

O Texto Sagrado no Judaísmo é revelação de Deus aos homens e apresenta o desenvolvimento da comunidade. Sua finalidade é preservar os costumes e a tradição entre as gerações.A Tora é o Texto mais Sagrado do Judaísmo. Ela é reproduzida por um escriba chamado de sofer, que conhece as regras de como escrever cada palavra, garantindo o espaço adequado entre elas. Utiliza para escrever um pergaminho feito da pele de um animal, uma pena de ganso e a tinta em que a mergulha é preparada a partir de uma receita antiga. Esse trabalho é demorado e depois de finalizado é conferido pelo sofer que o escreve e por especialistas. Se após o uso da Tora ocorrer desgaste de uma letra o sofer precisará restaurá-la, no entanto, caso o desgaste não permita a restauração, o rolo é enterrado em um cemitério judaico. A história dos Textos Sagrados escritos envolve, em praticamente todos eles, um número significativo de pessoas. Isto porque os textos escritos são consequência de fatos e ensinamentos marcantes na relação do ser humano com o Transcendente em que se revela o resgate do direito à dignidade, à justiça social e à vida.

7º Ano – As 8 maiores religiões do mundo

  1. Espiritismo (aprox. 13 milhões de adeptos)

Espiritismo não é exatamente uma religião, mas também entra na lista. A sobrevivência do espírito após a morte e a reencarnação são as bases dessa doutrina, que surgiu na França e se expandiu pelo mundo a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec (1857). É no Brasil que se encontra a maior comunidade espírita do mundo: 1,3% da população do país é espírita.

  1. Judaísmo (aprox. 15 milhões de adeptos)

Atualmente, a maior parte dos judeus do mundo vive em Israel e nos Estados Unidos, para onde migraram fugindo da perseguição nazista. Mesmo assim, os judeus representam somente 1,7% da população norte-americana. Enquanto isso, na Argentina, nossos hermanos judeus são 2% da população.

  1. Sikhismo (aprox. 20 milhões de adeptos)

Embora pouco difundido, o Sikhismo é a sexta maior religião do mundo.  A doutrina monoteísta foi fundada no século 16 por Guru Nanak e se baseia em seus ensinamentos. O sikhismo nasceu na província de Punjab, na Índia, e grande parte de seus seguidores ainda vivem na região. Eles representam 1,9% da população da Índia e 0,3% de Fiji.

  1. Budismo (aprox. 376 milhões de adeptos)

A doutrina baseada nos ensinamentos de Siddharta Gautama, o Buda (600 a.C.), busca a realização plena da natureza humana. A existência é um ciclo contínuo de morte e renascimento, no qual vidas presentes e passadas estão interligadas. Como era de se esperar, essa religião oriental é a principal doutrina em vários países do sudeste asiático, como Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia

No Japão, é a segunda maior religião do país: 71,4% da população é praticante (muitos japoneses praticam mais de uma religião e, portanto, são contados mais de uma vez).

  1. Religião tradicional chinesa (aprox. 400 milhões de adeptos)

“Religião tradicional chinesa” é um termo usado para descrever uma complexa interação entre as diferentes religiões e tradições filosóficas praticadas na China. Os adeptos da religião tradicional chinesa misturam credos e práticas de diferentes doutrinas, como o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo e outras religiões menores. Com mais de 400 milhões de praticantes, eles representam cerca de 6% da população mundial.

  1. Hinduísmo (aprox. 900 milhões de adeptos)

Baseado nos textos Vedas, o hinduísmo abrange seitas e variações monoteístas e politeístas, sem um corpo único de doutrinas ou escrituras. Os hindus representam mais de 80% da população na Índia e no Nepal. Mesmo com tamanha variedade, são apenas a terceira maior religião do mundo.

Porém, ostentam um título mais original: o maior monumento religioso do planeta. Trata-se do templo Angkor Wat – depois convertido em mosteiro budista –, que tem cerca de 40 quilômetros quadrados e foi construído no Camboja no século XII.

  1. Islamismo (aprox. 1,6 bilhões de adeptos)

A medalha de prata na lista das religiões é dos muçulmanos. Segundo projeções, daqui vinte anos, eles serão mais de um quarto da população mundial. Se esse cenário se concretizar, o número de muçulmanos nos Estados Unidos vai mais do que dobrar e um quarto da população israelense será praticante do islamismo. Além disso, França e Bélgica se tornarão mais de 10% islâmicas.

  1. Cristianismo (aprox. 2,2 bilhões de adeptos)

Mesmo com o crescimento de outras religiões, o cristianismo continua sendo a doutrina com mais adeptos no mundo todo. Porém, seus seguidores têm mudado de perfil. Há um século, dois terços dos cristãos viviam na Europa. Hoje, os europeus representam apenas um quarto dos cristãos.

Mas, o interessante mesmo é apontar onde o cristianismo mais cresceu no último século: na África Subsaariana. De 1910 para cá, a população cristã da região saltou de 9 para 516 milhões de adeptos.

 

6º Ano – Autoconhecimento

Conhecete a Ti mesmo e conhecerás todo o universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum”- frase do Templo de Delfos na Grécia.

O aforismo “Conhece-te a ti mesmo” está inscrito na entrada do templo de Delfos, construído em honra a Apolo, o deus grego do sol, da beleza e da harmonia.

O Oráculo de Delfos era o mais importante centro religioso da Grécia antiga. Entre os séculos 8 a.C. e 2 a.C., ele foi muito procurado por pessoas que supostamente recebiam previsões sobre o futuro, conselhos e orientações. A cidade de Delfos era a sede do principal templo grego, dedicado ao deus Apolo, e em cujos subterrâneos funcionava o famoso oráculo.

“Conhece-te a ti mesmo” é um aforismo grego que revela a importância do autoconhecimento, sendo uma frase bastante conhecida no ramo Filosofia.

Aforismo é um texto breve que enuncia uma regra, um pensamento, um princípio ou uma advertência.

Não há certeza absoluta em relação a quem foi autor desta máxima, mas há vários autores que atribuem a autoria da frase ao sábio grego Tales de Mileto. Apesar disso, existem teorias que afirmam que a frase foi dita por Sócrates, Heráclito ou Pitágoras.

Respeito às diferenças

“Respeitar as opiniões alheias”. Respeitar é valorizar. Se valorizo uma opinião, faço-a também minha ao menos parcialmente, e neste caso não estou respeitando uma opinião alheia, e sim a minha própria. O que se pode respeitar é o DIREITO de ter uma opinião que, em si, não merece respeito nenhum. Mas, no Brasil, “respeitar a opinião alheia” tem uma nuance especial: significa abster-se de tentar mudá-la.

E, se não tento mudar uma opinião da qual discordo, é que não me importo de que o sujeito a tenha. Ele que pense o que quiser. “Respeitar a opinião alheia” significa então desprezá-la. O brasileiro é hoje um dos povos mais confusos do planeta.

Só há três sentidos em que é possível “respeitar a opinião alheia”:

(1) Numa questão difícil, reconheço que cada opinião (a minha inclusive) contém um pedaço da verdade, mas nenhuma a verdade inteira e exata do assunto.

2) Entre várias opiniões, fico em dúvida e por isso acho que todas mais ou menos se equivalem.

(3) Tenho razões suficientes para acreditar que a minha opinião é a certa mas reconheço o direito de outros terem opiniões erradas, sem que por isto deixem de ser erradas. Nos dois primeiros casos, não tenho realmente opinião nenhuma. No terceiro, o respeito à opinião alheia não suprime o direito e o dever de contestá-la. “Respeitar a opinião alheia” é uma expressão oca e sem sentido. (Olavo de Carvalho)

Alteridade expressa a qualidade ou estado do que é outro ou do que é diferente. É um termo abordado pela filosofia e pela antropologia.

Quando é possível verificar a alteridade, uma cultura não tem como objetivo a extinção de uma outra. Isto porque a alteridade implica que um indivíduo seja capaz de se colocar no lugar do outro, em uma relação baseada no diálogo e valorização das diferenças existentes.

A Antropologia é conhecida como a ciência da alteridade, porque tem como objetivo o estudo do Homem na sua plenitude e dos fenômenos que o envolvem. Com um objeto de estudo tão vasto e complexo, é imperativo poder estudar as diferenças entre várias culturas e etnias. Como a alteridade é o estudo das diferenças e o estudo do outro, ela assume um papel essencial na antropologia.

Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter.

Num sentido menos filosófico e mais prático podemos compreender um pouco melhor esse conceito examinando certas condutas do nosso dia a dia, quando nos referimos por exemplo, ao comportamento de alguns profissionais tais como um médico, jornalista, advogado, empresário, um político e até mesmo um professor. Para estes casos, é bastante comum ouvir expressões como: ética médica, ética jornalística, ética empresarial e ética pública.

A ética pode ser confundida com lei, embora, com certa frequência, a lei tenha como base princípios éticos. Porém, diferentemente da lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; mas a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas pela ética.

A ética abrange uma vasta área, podendo ser aplicada à vertente profissional. Existem códigos de ética profissional que indicam como um indivíduo deve se comportar no âmbito da sua profissão. A ética e a cidadania são dois dos conceitos que constituem a base de uma sociedade próspera.

Ética e moral são temas relacionados, mas são diferentes, porque moral se fundamenta na obediência a normas, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos e a ética, busca fundamentar o modo de viver pelo pensamento humano.

Na filosofia, a ética não se resume à moral, que geralmente é entendida como costume, ou hábito, mas busca a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver; a busca do melhor estilo de vida. A ética abrange diversos campos, como antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, política, e até mesmo educação física e dietética.