9º Ano – A diversidade cultural e religiosa

A diversidade cultural é patrimônio comum da humanidade. A cultura adquire formas diversas por meio do tempo e do espaço, que, por sua vez, manifestam-se na originalidade na pluralidade das identidades que caracterizam os grupos e a sociedade que compõem a humanidade.

Sendo fonte de intercâmbio, inovação e criatividade, a diversidade cultural é para o gênero humano tão necessária quanto a diversidade biológica para os organismos vivos.

Esta pluralidade em nossas sociedades garante uma interação harmoniosa quando impulsionada pela vontade do conviver das pessoas, acolhendo a inter-relação com as diferenças de forma dinâmica, formando uma única totalidade social, a humana.

Portanto, as políticas que favorecem a inclusão e a participação de todos são vitais para a construção da paz entre as nações e no interior destas.

O desenvolvimento das comunidades, das sociedades, não se limita apenas ao econômico, à educação físico-matemática, ao domínio da língua portuguesa, mas também ao acesso de seus integrantes a uma vida intelectual produtiva, afetiva, moral e espiritual.

Inclusive, em toda a diversidade dos grupos que ocupam as mesmas regiões ou áreas vizinhas, pois, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (artigo 27) garante que: “Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fluir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios”.

Este direito é um imperativo ético inseparável da dignidade do ser humano. Assim, os direitos com respeito à diversidade cultural marcam a possibilidade de liberdade de expressão nas mais variadas formas, pois divulgam as idéias e as particularidades das comunidades manifestadas no teatro, na pintura, nos textos, rituais e outras formas de expressão da identidade.

Deve-se lembrar, também, que toda criação tem suas origens nas tradições culturais desenvolvidas ao longo da história das comunidades, valorizando o passado e sustentando o futuro das gerações.

É o diálogo entre os grupos que catalisam as relações, gerando novas propostas de convivência mundial. Foi nesta perspectiva que ocorreu a homologação da Declaração Universal da Diversidade Cultural.

O fato de toda pessoa ter a liberdade de pensamento, de consciência (crenças) e de religião inclui a possibilidade de os indivíduos assumirem ou não uma opção de crença (um valor de verdade) de forma coletiva ou individual.

Neste sentido, a discriminação entre os seres humanos é uma ofensa à dignidade humana e deve ser condenada como uma violação aos Direitos Universais da pessoa. Contudo, a intolerância está aí e desafia a convivência das comunidades.

Um desafio que a educação deve se pôr, para efetivar a harmonia dos seres humanos: desenvolvidos o melhor possível e de posse do conhecimento historicamente construído.

 

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